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Quem elege quem?

Cada vez que termina uma eleição sempre ouço de várias pessoas as seguintes perguntas: Por que elegem quase sempre os mesmos candidatos? Como elegem um congresso tão atrasado (às vezes usam o termo “conservador”) que não nos representa?

Para entendermos por que isso ocorre, é preciso analisar por que as pessoas deixam de votar em algum candidato e por que as pessoas, que votam sempre, costumam escolher candidatos já conhecidos ou ligados a esses candidatos conhecidos.

As pessoas que normalmente deixam de votar em algum candidato sempre alegam que não existem candidatos a altura do voto e depois das eleições reclamam que o congresso ficou pior. Não deveriam reclamar, já que deixou


que outros escolhessem os candidatos piores! As pessoas deixam de votar por acharem que todos são corruptos, falta ética, não fazem nada, etc. Se os que têm consciência da importância do voto para Justiça social, defesa das Leis Trabalhistas e melhor qualidade de vida para todos e deixam de votar, certamente irão ser eleitos os que forem escolhidos pelos que tem algum tipo de curral eleitoral.

Os eleitores que nunca deixam de votar podem ser classificados, em sua grande maioria, em cinco grupos, com os seguintes tipos de votos: voto de cabestro; voto religioso (no irmão da igreja que faz parte); voto no patrão (pensam que estão conservando o emprego), voto em celebridades (jogadores, atores e atrizes com fama na TV são os principais) e os que vendem o voto. Esses grupos geralmente não sofrem críticas da mídia e na maioria dos casos, os líderes, são alinhados com a grande imprensa. Os que fazem parte destes grupos são os que sempre irão eleger e reeleger os mesmo candidatos ou eleger os familiares destes candidatos. Haja vista, que tem candidato ou família de candidato com vários mandatos que chegam a ultrapassar gerações!

Voto de Cabresto

Esse tipo de voto é muito comum nas pequenas cidades e também ocorrem na periferia das grandes cidades. Ocorra o que ocorrer o eleitor do voto de cabresto sempre vota no candidato que ele diz ser dele! Nas chamadas cidades do interior não podemos sequer dizer que existem partidos políticos. As pessoas sempre votam nos candidatos de um lado ou de outro e pouco importa quem esteja sendo candidato de um lado ou de outro por que eles sempre votam no candidato deles e pouco importa se honesto perante a justiça ou não. Alegam que não vão deixar de votar em um candidato amigo que pode sempre pedir alguma coisa quando precisar!

Se tornou comum religiosos saírem candidatos e terem preferência de uma grande parte dos irmão de igreja. Esses tem sempre o voto garantido e pode ter acusação de envolvimento em corrupção, crimes de agressão ou não que geralmente os irmão votam alegando que Deus é quem deve julgar, mas nunca vão deixar de ajudar um irmão!!! Estranhamente, costumam julgarem e condenarem os que não fazem parte da mesma religião!

Voto em celebridades

Esse tipo de voto é mais comum nos grandes centros urbanos. Cada dia mais se torna comum as pessoas votarem no jogador do time preferido, no ator da novela preferida, o cantor preferido, no apresentador de porgramas televisivos, etc. O maior exemplo atual é o Senador Romário que foi jogador da Seleção Brasileira e de vários grande times de futebol brasileiro.

Voto no Patrão

Uma grande parte do eleitorado votam no candidato patrão (quando candidato) ou no candidato que o patrão indica. Alegam que não podem arriscar perder o emprego e pouco se importam com as qualidades do candidato em que estão votando. Depois reclamam quando esses candidatos começam a retirar direitos trabalhistas!

Os votos vendidos


Embora não se podem considerar as pessoas que vendem o voto como pertencentes a algum curral eleitoral, eles fazem parte de um grupo muito grande de eleitores que tem grande influência na composição dos quadros dos políticos eleitos. Embora se coloque como sendo uma prática em cidades do interior, é muito comum nas periferias das grandes cidades. Os que vendem o voto alegam que o voto nunca muda nada e vendendo pelo menos ganham algum dinheirinho. São os que mais reclamam que tudo tá ruim e que nada muda!

Deixar de votar é deixar que os outros escolham

Quando parte do eleitorado deixa de votar por qualquer motivo (justo ou não), certamente os cinco grupos citados acima serão os responsáveis na escolha dos ocupantes de cargos e também os responsáveis diretos no tipo e qualidade dos escolhidos. Indiretamente, podemos dizer que os que deixaram de votar, escolheram indiretamente por omissão.

Os grupos políticos ou partidos que sempre aparecem recendo críticas e denuncias, dos grandes meios de comunicação, são sempre os que têm eleitores não alinhados com esses grupos e são justamente esses que anulam o voto! É a melhor maneira de influenciar nos resultados das eleições é fazendo com que o adversário político tenha os votos anulados enquanto os grupos citados (geralmente alinhados aos patrões e meios de comunicação) sempre votam e acabam escolhendo a formação do nosso congresso que mais parecem serem representantes dos grandes empresários (patrões) e dos grandes meios de comunicação.

Texto original: CARLOS GEOGRAFIA

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Os economistas sonham, em seus cálculos, uma produção voltada para custo zero. Tentam a todo custo controlar o Estado e suas leis para conseguirem produtos e mão-de-obra com custos mais baixos. Claro que falam isso dizendo que se trata de modernizar a economia e para tanto tentam fazer com que a carga horária seja o maior possível, retirada de direitos trabalhistas e com o salário menor possível para produzir um lucro cada vez maior.

Atualmente, os economistas argumentam que para melhorar a economia é necessário aumentar a carga horária de trabalho (isso visando aumentar o lucro das empresas), retirar direitos trabalhistas alegando que irá criar condições para contratar mais pessoas. Segundo notícias na grande imprensa, aumentando o lucro e retirando custos trabalhistas a empresas irá ter mais lucro e poderá contratar mais.

As contradições começam logo com a história do aumento de carga horária de trabalho! Com o aumento da carga horária de trabalho irá precisar de menos mão de obra e isso deixa evidente que a preocupação é aumentar somente os lucros e retirar direito trabalhistas, alegando que irá facilitar contratar mais pessoas, é apenas mais uma maneira de aumentar os lucros baixando os custos de produção. Retirando direitos trabalhistas os trabalhadores terão menos dinheiro para consumo e o consumo caindo o comércio será obrigado a diminuir o número de empregados e isso provocará um efeito cascata que irá gerar maior desemprego.

Olhando para o passado, na época da colonização e do império, tivemos essa tal economia moderna atual em duas situações: no período da escravidão e logo depois sendo substituído pela mão de obra das imigrações italianas, alemãs e japonesas.

A mão de obra escrava

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Escravos americanos do sul

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Escravo africano

No período da escravidão, os trabalhadores (maioria esmagadora de escravos) não existiam a preocupação de salários com os índios e negros, já que eram considerados


mercadoria, mas existia o problema de se criar cativeiros, alimentação e toda uma equipe de capitães do mato para garantir que esses trabalhadores não fugissem e fossem obrigados a trabalhar. Em outras palavras, ainda existia certo custo de produção que foi diminuído com a chegada dos imigrantes.

A mão de obra imigrante

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Imigrantes alemães

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Imigrantes italianos

Os imigrantes europeus vieram para trabalhar na agriculta e receberam promessas e mais promessas e chegando aqui foi que descobriram que foram enganados (já chegaram devendo as despesas de viagem). Trabalhavam em condições análogas a escravidão e eram bem mais lucrativos, para os patrões, por que a mão de obra escrava tinha um custo maior. Isso ocorreu devido os imigrantes serem pessoas livres e tinham de se preocuparem em ter sua própria habitação, cuidar da própira alimentação, da própria vestimenta e isso correspondia a custo menor que os escravos. Até mesmo na questão do controle dessa mão de obra ainda existia a questão dos homens da repressão (capitães do mato) para garantir que esses imigrantes trabalhassem. Grande parte desses imigrantes se tornaram devedores dos patrões, nunca conseguia pagar, se tornavam escravos por dívidas e só poderiam deixar de trabalhar quando pagassem a dívida. Essa dívida era adquirida por ocasião das despesas da viagem e aumentava sempre quando eles compravam o que precisavam nos armazéns dos próprios patrões. A segurança éra para eles não fugirem sem pagarem as “dívidas” que garantia o trabalho escrava de maneira disfarçada.

A atual economia moderna

Esta se propondo colocar carga de trabalho semanal de 80 horas (nem o descanso semanal, feito aos domingos, irá existir), retirarem direitos trabalhistas (férias, décimo terceiro, esticar a aposentadoria), terceirizar a mão de obra, retirar direitos sociais e até mesmo a aposentadoria rural está sendo extinta.

No quadro social políticos criaram leias draconianas onde as pessoas que contestarem esse quadro poderá responder a algumas leis coercitivas, tais como: Escola sem partido, meios de comunicação sob controle do patronato e até se aprovou uma lei antiterrorismo onde qualquer cidadão pode ser preso sem direito a defesa.

Chegamos ao fim do Estado quase democrático e voltamos a moderna época da monarquia, onde nossa moderna economia não tinha leis trabalhistas e direitos sociais para a massa da população. Tais medidas dizem reduzir o tamanho do Estado, mas na realidade visa controlar o Estado em benefício das classes sociais que já detém os meios econômicos e agora políticos. O problema é que o estado organizado do jeito que está sendo irá quebrar o comércio que praticamente não existia no passado quando de tais medidas modernas.

Antônio Carlos Vieira

Licenciatura Plena – Geografia (UFS)

Texto original: CARLOS GEOGRAFIA

Antes dos invasores europeus chegarem as terras do chamado continente americano, os nativos aqui residentes viviam organizados em diversas tribos, organizados em nações, com níveis diferentes de tecnologia e organização social. Algumas nações tinham os níveis tecnológicos avançados com a produção de artefatos de metais, enquanto outras nações sequer sabiam da existência desses metais.

Em Pindorama (atual Brasil), os nativos ainda não produziam artefatos de metal, apesar de produzirem parte dos alimentos praticando a agricultura. Eles utilizavam artefatos feitos de pedras e grandes ossos de animais como ferramenta para trabalharem a chamada roça, na construção de embarcações (canoas) e construções das moradias (aldeias). Em decorrência da precariedade dessas ferramentas, o trabalho na agricultura era degradante e exigia muita resistência física.

Todo o trabalho de corte, transporte e carregamento dos navios, com Pau-brasil, eram feito pelos nativos.

Com a chegada dos invasores europeus (os mais numerosos foram franceses, espanhóis e portugueses) passaram a ter acesso a diversos tipos de quinquilharias. Entre as peças de quinquilharias (segundos os invasores portugueses) a mais procuradas eram produtos de enfeites, mas eles levavam peças importantíssimas, para o trabalho agrícola, entre elas: as enxadas, facas, machados e foices. Essas ferramentas amainavam o pesado trabalho na roça e construções das aldeias. Para conseguirem estas ferramentas, faziam o trabalho de corte e carregamento da madeira do Pau-brasil (árvore que deu o atual nome a região) e que acomodavam devidamente nos navios.

Em decorrência do descobrimento da produção de tintas sintéticas o Pau-Brasil perdeu o grande valor comercial. Para substituir, o gigantesco lucro do comércio de madeiras, os portugueses resolveram produzir açúcar. A produção de açúcar em grande escala é necessário grandes extensões de terras ( para o plantio da cana-de-açúcar) e muita mão-de-obra para a produção.

Os nativos não estavam dispostos a abandonares as terras onde vivia, deixarem de produzirem para consumo próprio e terem de produzir para os portugueses. Para piorar a situação dos comerciantes portugueses, os nativos só apareciam quando necessitavam obter mais ferramentas e como o comércio do Pau-brasil era somente em períodos intercalados, raramente ocorria conflitos entre as partes.

Os nativos viviam sem a necessidade de se acumular produção (não tinha ganância financeira), tinham divisões de tarefas entre homens e mulheres (a coleta era um trabalho feminino) e portanto não tinham nenhum interesse em trabalharem de modo ostensivo como o exigido na produção do açúcar.

Um trabalhador português fiscalizando os nativos preguiçosos!

As terras adequadas para o plantio da cana-de-açúcar eram ocupadas por florestas e vivendo nessas florestas existiam diversas tribos. Era de onde os nativos tiravam os produtos para o sustento da comunidade nas diversas atividades: pesca, caça, coleta e agricultura. Os invasores portugueses tiveram que obrigar os nativos retirarem a floresta. Perante a resistência muitos foram mortos, outros fugiram e os capturados foram transformados em escravos. Mesmo os transformados em escravos a resistência foi grande. Grande parte dos serviços na atividade agrícola canavieira é a colheita e na cultura nativa a colheita era trabalho feminino. Foram agredidos fisicamente e moralmente muitos preferiam morrer a ter de trabalhar como escravos para os invasores portugueses.

Antônio Carlos Vieira
Licenciatura Plena – Geografia (UFS)

Texto original: CARLOS GEOGRAFIA

Todo cidadão esclarecido sabe que os impostos são pagos pelas pessoas quando compram algum produto ou consomem algum serviço. É comum vermos pessoas (principalmente empresários do comércio) que pagam mais impostos que vários trabalhadores juntos e por isso acham que merecem serem melhores tratados pelos serviços prestados pelo Estado! Se impostos são pagos quando do consumo de algum produto e serviços, quem paga os impostos pagos pelos empresários são os compradores dos produtos e serviços que eles vendem por intermédio das empresas que possuem.

Para impulsionar o consumo, os Estados e municípios, facilitaram a criação de indústrias e empresas dando incentivos fiscais e muitas vezes subsidiando a produção. Mas nem sempre o dinheiro arrecadado pelos impostos são suficientes para financiar a estrutura das industrias e de serviços e o Estado recorre a bancos privados (geralmente estrangeiros) para obter o dinheiro necessário.

O Estado brasileiro tomou um grande empréstimo, junto aos bancos ingleses, por ocasião da independência e isso sem falar que conseguiu a independência assumindo a Dívida Externa da Coroa Portuguesa (na prática comprou a independência), ou seja, o Estado brasileiro nasceu devendo. Todo empréstimo foi gasto para criação da estrutura do país que surgia e a grande maioria desse empréstimo foram investidos (gastos) na capital Rio de Janeiro.

A outra ocasião em que o Estado brasileiro tomou um grande empréstimo foi quando os empresários paulistas (os Barões do Café) chegaram ao poder central (1889 – Governo Prudente de Morais). Os Barões do Café, para desenvolver suas propriedades e facilitarem sua produção cafeeira, tomaram empréstimos triliardários junto aos Rothschilds , Lloyds e demais banqueiros ingleses a juros absolutamente escorchantes. Todo o dinheiro do empréstimo foi utilizando para construir a infra-estrutura do Estado de São Paulo.

Os empréstimos são utilizados para melhorar a infra-estrutura nos Estados do grupo que detém o poder, mas para o pagamento desta dívida, a cobrança,  vai para toda a população em todas as regiões país!

A foto acima ilustra perfeitamente o ocorreu na Sociedade Brasileira. A favela do lado esquerdo (Paraisópolis – SP) é habitada em sua maioria por imigrantes nordestinos (no nordeste houve muito pouco investimentos dos vultuosos empréstimos tomados pelo governo da união). Do lado direito a grande elite financeira do Estado de São Paulo que foi o Estado que mais se beneficiou com construção de uma infra-estrutura industrial na maioria dos casos bancados por vultuosos empréstimos do Governo da União.

Os impostos são pagos pelo consumo de serviços e produtos pro toda a população e no caso do Brasil são justamente as classes sociais com menor poder financeiro que pagam mais impostos, mas os serviços prestados por esses impostos são feito na grande maioria nas regiões das pessoas que controla o Estado. Basta fazer uma pesquisa e irá notar que na grande maioria das cidades brasileiras é justamente nos bairros das classes mais poderosas financeiramente que os Estado (administrações estaduais e municipais) presta os melhores serviços.

Com a venda dos produtos provenientes da industria paulistas em todo território nacional e a devida cobrança de impostos sobre esses produtos, os consumidores estarão pagando  serviços em um Estado onde não residem. Ficando uma falsa impressão que os Estados consumidores, destes produtos, pagam poucos impostos em comparação ao grande arrecadação do Estado de origem de tais produtos (no caso citado São Paulo).Essa concentração no recebimento dos impostos se agrava mais com as copras efetuadas via internet!

Nos últimos anos, os investimentos na industria e agricultura nas demais regiões do Brasil (principalmente no Nordeste) sofreu uma melhor distribuição e em consequência os impostos, cobrados sobre os produtos, também acompanharam essa distribuição. Mesmo assim é necessário estudar e implantar novo métodos para a cobrança dos impostos, sobre produtos e serviços, para que o cidadão pague impostos pelos serviços que sejam ou serão ofertados no locais onde residem.

Texto original: CARLOS GEOGRAFIA

A explicação, nos livros Didáticos de História, sobre o descobrimento do Brasil, é que ocorreu por acaso quando da viagem de uma grande expedição enviada para as Índias, com a finalidade de comprar drogas e especiarias. Por conta de uma calmaria e os navios serem impulsionados pela força dos ventos (Caravelas) a esquadra portuguesa teve de fazer um desvio em direção a Oeste. O problema é que normalmente os escritos antigos não explicam o fato de ter calmaria e mesmo assim os navios, que eram impulsionados pelos ventos, navegaram em direção a Oeste.

Todo o malabarismo é utilizado para tentar explicar o Descobrimento do Brasil como tido sido um fato ocorrido por acaso (sem querer). Ignoram a chegada dos espanhóis ( Vicente Yañes de Pinzón e Diego de Lepe) em terras a oeste um ano antes (1499) e ignoram fatos do comércio dos franceses


com nativos em ilhas no Atlântico Sul (imaginavam serem ilhas, mas era o Continente Americano). Tudo para justificar que os portugueses não sabiam da existência das terras no do Oceano Atlântico.

Alguns pesquisadores utilizaram a justificativa da falta de ventos (as embarcações eram impulsionadas pelos ventos) para a esquadra se deslocar a oeste e aproveitaram-se das correntes marítimas. Nessas viagens era comum o uso de correntes marítimas em alto mar, nem sempre os ventos sopram na direção desejada e às vezes o uso da corrente marítima tornava a viagem mais curta. Se os portugueses não sabiam da existência de terras, por que não deixaram a esquadra continuar viagem usando as Correntes Marítimas?

As correntes marítimas no Atlântico

A Corrente Marítima Fria de Benguela sai da Antártida, subindo para o norte, percorre o litoral oeste da África e muda de direção, sendo aquecidas pelas águas quente da Zona Equatorial, quando se aproxima do Equador, segue em direção a América do Sul e se transforma em duas ao se aproximar do Litoral do Nordeste do Brasil.

A Esquadra de Pedro Álvares Cabral utilizou a Corrente Equatorial do Sul que se divide em duas quando se aproxima do litoral do Nordeste do Brasil, uma seguinte em direção norte e a outra em direção sul.

Pedro Álvares Cabral não poderia seguir em direção ao norte para não correr o risco de se encontrar com os espanhóis que chegaram ao atual norte do Brasil um ano antes. Embora já era de conhecimento do Rei de Portugal a existência dessas terras devido o envio de uma expedição secreta, em dezembro de 1498, de uma esquadra comandada por Eduardo Pacheco Pereira.

Não poderiam seguir em frente para oeste por que correria o risco de se encontrar com algum navio francês e ficariam sem poderem utilizar a desculpa que as terras eram desconhecidas. Ficou a opção de seguir a Corrente Marítima para o sul e somente pouco depois se desviar para oeste para tomar posse das terras que os portugueses diziam serem desconhecidas de todos.

Pouco tempo depois da posse das terras brasileiras, os portugueses criaram as chamadas Expedições Guarda-costas, sob o comando de Cristóvão Jacques (1516 e 1517). Vários navios, principalmente franceses, foram aprisionados e muitos marinheiros mortos. Como essas expedições tinham custos financeiros muito altos, o Rei de Portugal resolveu povoar as novas terras para garantir a soberania (posse). Foi então que mandou Martim Afonso de Souza explorar e povoar as novas terras, mas mesmo nessa viagem ele teve de se livrar de alguns navios franceses, no litoral do Nordeste.

Mesmo nos tempos atuais, fica difícil se provar que já era de conhecimento, pelo menos dos nobres, da existência de terras no Oceano Atlântico. Essa dificuldade decorre que os descobrimentos de novas terras eram Segredos de Estado. As chamadas Cartas Geográficas (Mapas) era consideradas segredos de guerra e a divulgação ou mesmo a venda delas eram crimes punidos com a pena de morte.

Antônio Carlos Vieira

Licenciatura Plena – Geografia

Endereços (Sites) pesquisados:

Cabral não foi o primeiro a chegar ao país.

Correntes Marítimas

Extrativismo foi a primeira atividade econômica da colônia

A presença francesa e holandesa em Alagoas

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Ainda é comum encontrarmos, nos livros didáticos, que o Brasil foi descoberto no dia 22 de abril de 1500 (século XVI). Nossos professores ensinam (nos dizem) e os alunos aprendem (decoram) e todos saem com a nítida ideia que foi descoberta nesta data é por que, antes, ninguém sabia da existência do mesmo. Isso do ponto de vista dos europeus. Afinal de contas, existiam milhões de nativos (índios) vivendo nesse novo continente!

Nestas histórias escritas (livros e derivados) ou orais (aulas e palestras) se fala sobre os Tratados celebrados entre Espanha e Portugal e sempre passam a ideia que eles ainda não sabiam da existência das terras que serão descobertas. Entre esses tratados o mais conhecido é o Tratado de Tordesilhas (1494), onde ficou definido que as terras descobertas a leste do Paralelo de Tordesilhas iriam pertencer a Portugal e as terras a oeste iriam pertencer à Espanha. Vejam bem, os representantes do governo espanhol e português assinaram tratados de terras que não sabiam da existência! Vocês acreditam mesmo que eles assinaram tratados para explorarem terras que não sabiam existir? Alguém em sã consciência assinaria um tratado de alguma coisa que pensa não saber existir?

Já faz algum tempo que é de conhecimento, científico, a existência destas terras muito antes da assinatura destes tratados. Já era de conhecimento dos europeus, principalmente franceses, a existência de terras no Oceano Atlântico e era comum o comércio da tinta vermelha e móveis, fabricados do pau-brasil, entre os franceses e holandeses. Existem vários documentos comprovando que os franceses faziam comercio com os nativos na América. O que os franceses e europeus imaginavam era que as terras, existentes, eram ilhas no Oceano Atlântico e ainda não se davam conta que as terras na realidade é um imenso continente.

Na Região Norte e parte da Região Nordeste, os habitantes creditam a descoberta do Brasil ao espanhol Vizente Yáñez Pinzón. Na realidade, nosso país foi descoberto (tomado posse) na parte oeste de Tordesilhas pelos espanhóis e na parte leste pelos portugueses. Infelizmente nas nossas escolas a descoberta dos espanhóis (que chegaram primeiros que os portugueses) é ocultada nos nossos livros de história e o mais grave é que na realidade dois espanhóis (Vizente Yáñez Pinzón e Diogo de Lepe) chegaram, as terras brasileiras, primeiro que Pedro Álvares Cabral.

Mesmo nos tempos atuais, os nossos livros de História e Geografia trazem a informação que o Brasil foi descoberto em 1.500 (século XVI) e a América em 1457. Essas informações levam a termos perguntas um pouco constrangedores por parte de alguns alunos mais observadores. Já fui questionado várias vezes como pode o Brasil ser descoberto em 1500 se a América foi descoberta em 1457? A pergunta do aluno tem certa lógica. Sabiam da existência de um continente e não sabiam da existência do Brasil! É claro que os portugueses sabiam que existia um continente, mas eles não sabiam que as terras que eles descobriram fazia parte do continente. Eles pensaram ter descoberto uma grande ilha e só posteriormente ficou esclarecido que fazia parte de algo maior, um continente.

 

Antônio Carlos Vieira
Licenciatura Plena – Geografia

Endereços (Sites) pesquisados:

Controvérsias sobre a descoberta do Brasil 

Afinal, quem descobriu o Brasil, Pinzon ou Cabral?

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Nos primeiros 30 anos, depois da chamada

descoberta do Brasil, os  portugueses  só

vinham ao Brasil para compra da madeira.

Nas nossas escolas, é ensinado que o nome de nosso país de Brasil é devido ao grande número de árvores do Pau-Brasil (Caesalpinia schinata) que aqui existia na época do descobrimento e conseqüente colonização. É bom ficar claro que: o nome Brasil já existia antes da chegada dos portugueses, que os franceses e piratas de várias nacionalidades já costumavam freqüentar nosso litoral fazendo escambo (troca) com os nativos da região e a mercadoria preferida era justamente o Pau-Brasil.

Antes da chegada dos europeus

Uma das coisas que sempre é ocultada, dos nossos alunos e população em geral, era o nome de batismo do Brasil por parte dos nativos (os primeiros brasileiros). Embora os historiadores falem sobre o comércio do Pau-Brasil, eles omitem a existência de outros tipos de árvores, não levam em conta a história e não valorizam a cultura dos povos que já habitavam o Brasil.

Apesar das palmeiras cobrirem um território

maior que as árvores do Pau-Brasil, foi levado

em consideração a visão do ponto de vistas dos

europeus (portugueses).

Devido ao eurocentrismo e juntamente ao interesse pelo valor comercial do Pau-Brasil é que nossa terra passou a ser chamada pelos europeus de Brasil. Antes da chegada dos europeus os nativos utilizavam muito mais as palmeiras nas atividades cotidianas e portanto comum eles colocarem o nome da terra de PINDORAMA (Terras das Palmeiras) em homenagem as árvores que eles mais faziam uso.

Os nativos utilizavam as palhas das palmeiras (pindobas) em

quase todas as atividades da comunidade.

A lenda da Ilha Brasil

Em uma antiga lenda medieval, que circulava na Península Ibérica, se referia à Ilha Brasil, da mesma maneira da lenda da ilha perdida de Atlântida, que também era um lugar mitológico, e estaria situada no Atlântico, tendo sido representada diversas vezes em cartografias da Idade Média. Acrescentem a este fato a existência, antes do chamado Descobrimento do Brasil, de moveis fabricados com Pau-Brasil na Europa. Certamente os franceses já usavam estes moveis muito antes do Pedro Álvares Cabral descobrir (tomar posse) as novas terras.


Os diversos nomes ou apelidos

Muitas pessoas batizavam (ou apelidavam) de acordo com o que eles mais vislumbravam. Entre os animais com grande existência era a família dos papagaios. Durante muito tempo nossas terras foram chamadas de Terra dos Papagaios e até os dias atuais aprecem alguns filmes e livros com essa designação!

  • Primeiro nome do Brasil: PINDORAMA (nome dado pelos nativos);
  • Ilha de Vera Cruz (Pero Vaz de Caminha) ;
  • Terra de Vera Cruz (Pedro Cabral – 22 de abril de 1500) ;
  • Terra Nova em 1501;
  • Terra dos Papagaios, em 1501;
  • Terra de Santa Cruz – 29 de julho de 1501 (Rei Dom Manuel);
  • Terra de Vera Cruz, em 1503;
  • Terra de Santa Cruz, em 1503;
  • Terra Santa Cruz do Brasil, em 1505;
  • Terra do Brasil, em 1505;
  • Brasil – século XVII – desde 1527 – usado não oficialmente;
  • Colônia Brasil do Reino de Portugal – a partir de 1530;
  • Reino Unido de Portugal, Brasil e Álgarves (1808 – Chegada da Família Real – oficializado em 1815);
  • Império do Brasil – 1822 (ano oficial de independência política);
  • Estados Unidos do Brasil (1889);
  • Republica Federativa do Brasil (1967 até os dias atuais).


Conflito com a gramática

Sabemos que nem sempre nosso país teve este nome, Brasil, e que esse já foi alvo de transformações gramaticais, como a mudança da grafia com “z” (Brazil) para a que usamos hoje, com “s”.

Para adjetivação das palavras que representam o local onde as pessoas residem ou nasceram são usados os sufixos “ano” (paulistano), “ense” (paranaense). Esses são os procedimentos mais comuns e encontramos casos fora da regra como “SOTEROPOLITANO“ (nascidos na cidade de Salvador). Mas no caso, da adjetivação dos nascidos no Brasil, não foram utilizados esta regra e ficamos conhecidos pela profissão dos nossos antepassados. As pessoas que trabalhavam com o Pau-Brasil eram chamadas de brasileiros e isso ficou, por tradição, se repetindo até os dias atuais.

Antônio Carlos Vieira

Licenciatura Plena – Geografia (UFS)

DADOS BIBLIOGRÁFICOS:

 Texto original: CARLOS GEOGRAFIA
Debatendo a Educação

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